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Como é o Carnaval de Olinda

Como é o Carnaval de Olinda

O Carnaval de Olinda é um dos mais famosos do Brasil. Essa festa colorida e autêntica atrai cerca de 2 milhões de foliões todos os cantos do mundo prontos a percorrerem as ladeiras atrás dos bonecos gigantes e sombrinhas de frevo.

O município de Olinda situa-se na zona metropolitana de Recife (PE). Seu Centro Histórico é ponto turístico e está listado pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade

Se você tem curiosidade em saber como é o Carnaval de Olinda, é só se ligar nas informações que o umCOMO reuniu sobre o tema.

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História do Carnaval de Olinda

O Carnaval de Olinda é resultado do também tradicional Carnaval de Recife, que, por sua vez, é fruto da cultura carnavalesca no Brasil. Com o surgimento das celebrações de Carnaval pelo Brasil, trazidas como costume europeu pelos portugueses, as festas aos poucos foram se moldando às necessidades de cada lugar e pessoas que lá viviam.

Em Pernambuco, o entrudo português, que era o Carnaval dos portugueses, incorporou costumes africanos das pessoas que lá viviam e adotou o frevo no século 19. Foram então surgindo as agremiações carnavalescas nos bairros de Recife, a capital do Estado.

O Carnaval de Olinda começou quando os clubes carnavalescos começaram a nascer por lá, os primeiros registrados são o Clube Carnavalesco Misto Lenhadores e o Clube Carnavalesco Misto Vassourinhas, fundados em 1907 e 1912, respectivamente.

A folia foi se consagrando e em 1932 tem se o registro do primeiro boneco de Olinda: o Homem da Meia-Noite, que hoje é considerado um marco de abertura no Carnaval de Olinda.

História do Carnaval de Olinda

Bonecos de Olinda

Bonecos de até mais que dois metros de altura costumam liderar os blocos do Carnaval de Olinda. A tradição desses bonecos é uma herança da cultura europeia que usava bonecos gigantes para fazer cortejos religiosos realizados desde o século 15.

Os bonecos podem representar desde personalidades famosas no Brasil, como políticos, jogadores de futebol e personagens históricos, até tradições folclóricas e históricas. O Homem da Meia-Noite e a Mulher do Dia são alguns dos mais famosos bonecos a desfilarem pelo Carnaval.

Madeira, papel e tecido são os principais materiais de confecção dos bonecos. Sua altura média é de 2 metros de altura. E não é qualquer um que pode sair por aí "vestindo" o boneco.

Conduzir os gigantões requer prática, habilidade, força, condicionamento física e resistência ao calor médio 35 graus que toma conta das ruas ou às chuvas de verão que escorre pelas ladeiras do Centro Histórico.

Bonecos de Olinda

A folia no Carnaval de Olinda

No geral o Carnaval de Olinda é muito democrático, não tem hora marcada para começar nem acabar. Mas costuma bombar a partir das 12h. A faixa etária é aberta. Você vai encontrar famílias com crianças, grupos de jovens e até idosos que não perdem a tradição do Carnaval.

Diferente do Carnaval de Salvador, a grande maioria dos cerca de 500 blocos que saem por Olinda são gratuitos. Você não precisa adquirir entradas antes, basta entrar no meio da folia. Entretanto, alguns blocos têm tradições especiais, e se você quer ficar por dentro é bom se atualizar antes para evitar surpresas. No bloco "Mangue Beat",conhecido como Bloco da Lama, por exemplo, a graça é desfilar coberto de lama pelo corpo. Ou o já consagrado bloco "Enquanto isso na Sala da Justiça", cujo tema são super-heróis.

Outra diferença perante o Carnaval de Salvador é a ausência de trios elétricos. Os blocos se formam atrás dos bonecos, das bandas e dos dançarinos, que desfilam no chão no meso nível do público.

Quanto aos ritmos, o mais marcante quando se menciona o Carnaval de Olinda é o frevo, uma mescla de maxixe, marcha e capoeiras com sons metálicos e alegres. A dança do frevo é o que faz dele ainda mais especial, os dançarinos fazem movimentos enérgicos e acelerados marcados por saltos rápidos. Um dos principais componentes do figurino é uma pequena sombrinha em cores primárias que acompanha a todo o tempo o passo dos dançarinos. Seja sendo jogada aos ares ou passando por entre as pernas entre um salto e outro. Em 2012 o frevo foi declarado Patrimônio Imaterial da Humanidade.

Além do frevo, o maracatu e o afroxé também são ritmos típicos do Carnaval de Olinda, ambos herança da cultura africana que permanece forte no nordeste do Brasil. A noite dos tambores silenciosos é uma das mais lindas e famosas manifestações da cultura negra no Carnaval de Olinda. Grupos de maracatu de todo o Pernambuco se reúnem para tocas os tambores e louvar os ancestrais africanos. À meia-noite as luzes são apagadas e todos ficam em silêncio, só se ouve a batida dos tambores.

A folia no Carnaval de Olinda

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